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Concurso da Câmara de Goiânia é suspenso por suspeita de favorecimento a candidato que trabalhava na banca

  • 18 de mai.
  • 2 min de leitura

Decisão interrompe certame por 90 dias após denúncias apontarem que primeiro colocado em vaga de administrador recebia bolsas do Instituto Verbena




Portal 6




O Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCMGO) determinou a suspensão imediata, por 90 dias, do concurso público da Câmara Municipal de Goiânia.


A medida cautelar, assinada monocraticamente pelo conselheiro-relator Humberto Aidar, atende a denúncias de candidatos e interrompe o certame após a identificação de graves indícios de favorecimento, conflito de interesse e fragilidade na segurança das provas.


A organização do processo seletivo está sob a responsabilidade do Instituto Verbena, vinculado à Universidade Federal de Goiás (UFG).


A principal linha de investigação da Secretaria de Controle Externo de Atos de Pessoal aponta privilégios na aprovação de Luã Lírio de Souza Cruz, classificado em primeiro lugar para a vaga de administrador.


Os técnicos do tribunal constataram que o candidato manteve vínculo ativo com a banca organizadora durante a preparação do concurso.


Ele representou o Instituto Verbena em eventos oficiais meses antes dos exames e continuou recebendo diárias e remunerações por projetos da instituição, mesmo após sua cessão à Defensoria Pública da União (DPU).


Os autos indicam que as atividades envolviam justamente o setor de planejamento institucional e concursos.


Diante do cenário, a área técnica do TCMGO foi taxativa e registrou que, mesmo sem uma prova material de fraude, “a mera quebra da isonomia entre candidatos já é suficiente para macular a validade do concurso público”.


O Instituto Verbena rebateu as acusações e alegou que o candidato informou o potencial conflito de interesses em dezembro.


Segundo a banca, houve o bloqueio imediato dos acessos do concorrente aos sistemas internos do certame para assegurar que ele não participasse da elaboração, revisão ou logística das provas.


A entidade admitiu, porém, que manteve o primeiro colocado como bolsista no projeto “Gestão Visionária”, que desenvolve inteligência artificial aplicada exatamente à realização de concursos públicos.

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