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Começou dia 1º de maio o prazo para declaração obrigatória do rebanho em Goiás

Durante o período de 1º de maio a 15 de junho deste ano, os pecuaristas devem imunizar todos os animais de espécies bovina, bubalina, equídea (equina, muar, asinina), caprina e ovina em municípios considerados de alto risco para a raiva em Goiás



Jornal Opção

Produtor tem 60 dias para inserir dados sobre quantidade de animais e imunização do rebanho no Sidago, contando a partir de 1º de maio l Foto: Enio Tavares, Hellian Patrick e Adalberto Ruchelle





O Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), está alertando os produtores rurais sobre o início, em 1º de maio, do prazo oficial para a primeira etapa de declaração obrigatória de todo o rebanho existente nas propriedades rurais goianas e para a vacinação contra a raiva de herbívoros no Estado. O calendário para a declaração e a imunização está estabelecido na Portaria nº 182 da Agrodefesa, datada de 10 de abril de 2024.


Durante o período de 1º de maio a 15 de junho deste ano, os pecuaristas devem imunizar todos os animais de espécies bovina, bubalina, equídea (equina, muar, asinina), caprina e ovina em municípios considerados de alto risco para a raiva em Goiás. Já o prazo para a declaração do rebanho nos 246 municípios goianos e para a comprovação da vacinação antirrábica será de 60 dias, ou seja, de 1º de maio a 30 de junho.


A declaração deve ser feita por meio do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), utilizando o login e senha exclusivos do titular da propriedade. A Agrodefesa orienta que os dados informados na declaração sejam precisos e correspondam à realidade da propriedade, incluindo o cadastro, a quantidade de animais, o registro de mortes, nascimentos e a evolução do rebanho.


Uma novidade deste ano é que o produtor terá que informar detalhadamente o mês de nascimento de todos os bovinos e bubalinos que tenham entre zero e 12 meses de idade na data da declaração.


Para auxiliar os produtores com essa nova exigência, os que possuem até 50 cabeças de animais poderão realizar o lançamento das informações de forma presencial nas Unidades Operacionais Locais (UOLs) da Agrodefesa, onde as equipes estarão disponíveis para ajudá-los no processo. É importante ressaltar que informações enviadas à Agência ou às unidades via e-mail, fax ou Correios não serão aceitas.


José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, destaca que é necessário reforçar os prazos para garantir a sanidade animal no Estado, apesar de os produtores goianos já estarem familiarizados com os calendários de declaração de rebanho e de imunização contra a raiva. Ele enfatiza o compromisso dos produtores em manter a sanidade animal e o papel da Agência em orientar e educar sobre os processos.


Augusto Amaral, diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, acrescenta que é essencial que o produtor reúna todas as informações relacionadas ao rebanho antes de fazer a declaração no Sidago, garantindo que os dados estejam atualizados e compatíveis com a quantidade de animais na propriedade. Ele ressalta que esse trabalho protege não só o rebanho e os produtores, mas também toda a sociedade, ao evitar a disseminação de doenças e promover um alimento saudável e seguro.


Outras orientações


A vacinação contra a raiva de herbívoros em Goiás é conduzida em duas fases. A primeira ocorre de 1º de maio a 15 de junho, e a segunda de 1º de novembro a 15 de dezembro.


A partir da segunda fase de 2023, o prazo foi estendido para 45 dias, atendendo a uma solicitação do setor rural. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) acatou essa demanda visando permitir um tempo adequado para imunizar todo o rebanho em áreas de alto risco para a doença.


Para a primeira fase deste ano, a Portaria nº 182 da Agrodefesa estipula que os produtores devem adquirir as vacinas entre 29 de abril e 15 de junho, em revendas autorizadas pela Agência, como prova de vacinação contra a raiva de herbívoros.


O controle da comercialização e do estoque de vacinas será feito pelo responsável legal da revenda através do Sidago, no módulo “Defesa Animal”, nas seções “Entrada de Vacinas na Revenda” e “Venda de Vacinas pela Revenda”.


Ademais, a responsabilidade pelo armazenamento e controle da refrigeração da vacina cabe ao responsável legal da revenda. Todos esses procedimentos serão monitorados semanalmente pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO), que é a própria Agrodefesa.


Irregularidades serão passíveis de sanções conforme a legislação vigente. No caso de vacinas adquiridas em outras unidades federativas, o produtor deverá comprovar a compra através de notas fiscais eletrônicas.


Rafael Vieira, gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, destaca que a imunização do rebanho é fundamental para prevenir a raiva entre os herbívoros, juntamente com o controle da população de morcegos hematófagos, transmissores da doença.


“A raiva é uma zoonose com alta taxa de letalidade, por isso a vacinação continua sendo a melhor medida preventiva, tanto para evitar danos sanitários quanto econômicos. Portanto, é crucial que os produtores sigam o calendário estabelecido e vacinem seus animais nos municípios considerados de alto risco para a doença em Goiás”.


Na segunda fase de 2023, o índice vacinal da campanha alcançou 98,53% em Goiás. Cerca de cinco milhões de animais com até 12 meses de idade, das espécies bovina, bubalina, equídea (equina, muar, asinina), caprina e ovina foram vacinados.



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