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Com 67 kg, Fred é o mais leve da Seleção e carrega selo técnico

Por Globo Esporte


Quatro anos e meio após a frustração de se lesionar antes da Copa do Mundo, Fred chegou ao Catar como símbolo do trabalhador incansável que encanta Tite e a comissão técnica. Titular contra a Suíça, Fredinho, como é conhecido na Seleção, é o jogador mais leve do grupo. Ele disputa com Bruno Guimarães uma vaga para sair jogando contra Camarões, nesta sexta-feira, às 16h (de Brasília).

São 67 kg a serviço da equipe de Tite. Quase a mesma coisa, mas um pouco abaixo de Antony. Aos 29 anos, o jogador do Manchester United tem papel fundamental pelo setor de ataque, para recuperar bolas no campo ofensivo e na chegada rápida próxima aos atacantes.

O termo acima é técnico, usado pelo fisiologista da Seleção, Guilherme Passos, mas numa mistura de português com futebolês mais tradicional é possível tratar Fred como aquele tradicional motorzinho de time. Os mais antigos chamavam de "formiguinha" também.


Fred durante último treino da seleção brasileira antes do jogo contra a Suíça na Copa do Mundo — Foto: Lucas Figueiredo / CBF


Com dados de GPS de todos atletas, que variam de 8 km a 13 km percorridos por partida, o jogador revelado pelo Internacional está sempre nas primeiras posições nesse quesito.

– A gente teve jogo na Copa América que ele atingiu 12 km percorridos. Sempre é nosso top 1, top 2 em volume, em distância percorrida. Em taxa de trabalho, o que quer dizer que está o tempo todo percorrendo o campo em velocidade alta e velocidade moderada – explicou o fisiologista da Seleção.

Para se ter ideia, nos primeiros jogos da seleção brasileira, Casemiro liderou este quesito, com 10 a 11 km de percurso total em campo. Fred jogou 58 minutos e cumpriu 7.619 metros.

– Ele acelera e desacelera o tempo todo – disse Fabio Mahseradjian, preparador físico da seleção brasileira desde 2014.

– Fred é atleta de muita mobilidade e tipicamente de resistência. Não é veloz que nem o Martinelli ou como é o Rodrygo. Ele não é atleta de força que nem o Richarlison. São características individuais de outros, mas ele tem a dele, que é muito móvel e de resistência alta – explicou o preparador físico.

Em 2015, quando Fred foi suspenso por um ano por uso da substância diurética hidroclorotiazida – nos tribunais da Fifa, a defesa conseguiu diminuir a pena e evidenciar a contaminação –, o jogador mineiro, que saiu da base do Atlético, passou a ter acompanhamento do bioquímico L.C.Cameron. Ele participou da defesa do volante e passou a estudar o corpo do jogador.

Ainda na ocasião do tempo parado pelo doping e depois, mais diretamente de 2017 a 2019, quando o jogador atuava no Shakthar e depois desembarcou em Manchester, Cameron fez milhares de medições de taxas de metabolismo no corpo de Fred.


Medições até no intervalo de jogos


As amostras de sangue e de urina chegaram a ser retiradas para análise de pronta-entrega (com 10 minutos de diagnóstico) no vestiário e até no intervalo de jogos. Como o laboratório de Cameron faz com atletas olímpicos, no trabalho com o Comitê Olímpico Brasileiro há muitos anos.

– O Fred eu acho que não cansa, né? Parece que ele usa bateria Duracell – contou, com bom humor e carinho, Cameron.

Simultaneamente ao estudo dos níveis físicos para precaução de possíveis lesões - que mostrou as oscilações do jogador no primeiro momento, o que depois se modificou -, o trabalho consistia em mudanças de hábito. Cameron conversava com Fred sobre evitar até mesmo jogar videogame, para o corpo ir se acostumando a repousar. Tirar a adrenalina do organismo.


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