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Cimehgo monitora possível ‘super El Niño’ em Goiás

  • 26 de mai.
  • 2 min de leitura

Se o oceano atingir 2°C acima da média, o El Niño poderá atrasar o período chuvoso no estado





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O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) acompanha o aquecimento das águas do Oceano Pacífico e avalia a possibilidade de formação de um El Niño no segundo semestre deste ano.


Caso a temperatura do oceano atinja 2°C acima da média, o fenômeno climático poderá provocar atraso no início do período chuvoso em Goiás, além de ondas de calor mais intensas entre agosto e novembro.


Atualmente, a temperatura no Pacífico está em 0,6°C, se mantendo estável. Segundo o gerente do Cimehgo, André de Oliveira Amorim, ainda não há confirmação de um cenário extremo, mas o órgão segue monitorando a evolução do fenômeno. “Não está subindo como ocorreu de abril para maio”, afirmou.


De acordo com Amorim, o cenário mais crítico dependerá do comportamento das águas do Pacífico entre agosto e setembro. Caso o aquecimento alcance os 2°C acima da média, o fenômeno poderá alterar as rotas dos ventos e comprometer o transporte de umidade da Amazônia.


Possíveis consequências


Segundo o Cimehgo, se o Pacífico atingir 2°C acima da média, Goiás poderá registrar atraso de 15 a 20 dias no início do período chuvoso. Na prática, isso significa que outubro pode começar sem chuvas regulares ou com precipitações irregulares em diversas regiões do estado.


“Chove um dia, depois fica 10 dias sem chover. Para o produtor rural, isso é um problema, porque ele planta e perde”, explicou Amorim.


O órgão alerta que as chuvas poderiam até ocorrer durante outubro, mas sem regularidade suficiente para consolidar o início da estação chuvosa. A tendência seria de normalização apenas entre novembro e dezembro.

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