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Cerrado predomina em Goiás mas divide espaço com Mata Atlântica

Jornal Opção


Cerrado em Goiás | Foto: reprodução


Apenas quatro municípios goianos não possuem o Cerrado como bioma predominante, conforme pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As cidades de Água Limpa, Buriti Alegre, Paranaiguara e São Simão, que representam 1,7% do total de áreas geográficas de Goiás, se inserem na Mata Atlântica.


O ecossistema, porém, se encontra em 17 cidades consideradas interbiomas. Ou seja, apesar de predominar um habitat, possuem território em outro bioma. Destes, 15 municípios (Cachoeira Alta, Cachoeira Dourada, Caçu, Caldas Novas, Corumbaíba, Cumari, Gouvelândia, Inaciolândia, Itajá, Itarumã, Itumbiara, Marzagão, Morrinhos, Quirinópolis e Rio Quente) têm o conjunto de vida vegetal e animal do Cerrado como predominante, com parte do ecossistema de floresta tropical – bioma da Mata Atlântica.


Os outros dois (Paranaiguara e São Simão) predominam no bioma da Mata Atlântica, com parte da fauna e da flora características de savana. Entretanto, mesmo com a presença ecológica tropical em algumas regiões, 242 (98,3%) dos 246 municípios de Goiás estão predominantemente no Cerrado, de acordo com o IBGE.


Apesar de ser conhecida pelas diferentes formações vegetais e ecossistemas associados, se destacando pela biodiversidade, a Mata Atlântica corre riscos devido à ação humana. A ocupação e as atividades de garimpo e desmatamento no habitat tropical fez restasse apenas 29% da cobertura original do bioma, segundo o Governo Federal.


O Cerrado também bateu recorde, ultrapassando o pantanal como o bioma mais devastado do país. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista Nature Communications indica que a seca no Cerrado brasileiro é a pior dos últimos 700 anos.


Segundo o estudo, o aquecimento global na região central do país tem sido mais intenso, sendo o aumento das temperaturas cerca de 1 °C acima da média global, que é de 1,5 °C. A condição tem gerado um distúrbio hidrológico: a temperatura próxima ao solo está tão quente que uma parte significativa da água da chuva evapora antes de se infiltrar no terreno.


A anomalia traz consequências graves, como mudanças no padrão de chuva, que está mais concentrada em poucos eventos, e menor recarga nos aquíferos, o que pode afetar o nível dos rios e, consequentemente, levar ao desabastecimento.

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