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CBF comunica que clubes da Série B devem usar nas camisas patch com marca de casa de apostas

Globo Esporte


A CBF informou a dirigentes da Série B, por meio de ofício enviado na última terça-feira, que todos os clubes que disputam o torneio deverão aplicar em seus uniformes um patch alusivo ao campeonato. O artigo carrega a marca da Betano, patrocinadora da competição e detentora de seus naming rights [direito de nomear o torneio].

Na notificação, a entidade argumenta que o objetivo é padronizar a identidade visual da competição. A carta é assinada por seu diretor de competições, Julio Avellar, e pela gerente jurídica, Regina Sampaio.

A iniciativa causou apreensão entre dirigentes dos clubes e seus patrocinadores. Todos os membros da Série B possuem contratos com casas de apostas, que colocaram cláusulas de exclusividade, para evitar a presença nos uniformes de concorrentes no segmento.

Nesta sexta, o assunto foi discutido em reunião com as três partes diretamente envolvidas: clubes, CBF e Brax, empresa que comprou os direitos comerciais da Série B e intermedeia as negociações. As equipes planejam tomar na próxima segunda a decisão pelo uso ou não do patch.


Motivo da apreensão


O patch produzido pela CBF carrega a marca da Betano, detentora dos naming rights da Série B. A sua inserção na manga direita das camisas dos clubes faria com que tivessem problemas com seus respectivos patrocinadores, pois a exclusividade do segmento seria quebrada.

Dirigentes procuraram a confederação nos últimos dias, então, para rever a situação. Mário Marroquim, presidente do CRB, foi um dos cartolas a procurar Regina Sampaio, gerente jurídica da CBF.

Regina respondeu em um áudio de quatro minutos, com a autorização para que o presidente o repassasse aos demais pares. A advogada disse que é necessário "dissociar o patrocínio do uniforme de um title sponsor [patrocinador que dá nome ao campeonato]".

– A Série B já tinha title sponsor com uma empresa de bet, que era a Sporting Bet. Substituímos, por uma questão de ruptura antecipada, pela Betano, que veio compor as receitas que vão integrar essa cota anual da Série B – disse a gerente jurídica, no áudio para Marroquim.

– Em absoluto, a CBF não quer causar qualquer conflito entre patrocínio de uniforme e title sponsor. São propriedades absolutamente distintas, comercializadas pela própria CBF de forma distinta. Nós temos contratos de publicidade estática e contrato de title sponsor. O patch simplesmente reproduz o nome da competição e não quer, em absoluto, prejudicar clubes – continuou Regina.

Desde que receberam a notificação da CBF, na terça, dirigentes dos clubes da Série B vêm se reunindo com seus patrocinadores para avaliar a situação.

– Há a necessidade de se respeitar os contratos e estabelecer diálogo para resolver eventuais conflitos – diz Júlio Heerdt, presidente do Avaí.

Adson Batista, presidente do Atlético-GO, está confiante de que a solução para o problema deverá ser encontrada em breve.

– Há um conflito, porque todos os clubes têm contratos assinados com empresas de apostas esportivas. Como tem o nome Betano, pode dar conflito de interesses, então a gente está avaliando para tomar uma decisão em conjunto. O jurídico da CBF, através da doutora Regina, tem nos tratado de maneira muito saudável. Acredito que vamos ter uma solução amigável – afirma Adson.

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