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Casos de hepatites virais ultrapassam 826 mil no Brasil; Goiás reduz registros, mas especialistas alertam para subdiagnóstico

  • há 18 horas
  • 2 min de leitura

Testagem, vacinação e tratamento são apontados como pilares para eliminar as hepatites virais até 2030




Jornal Opção





Mais de 826 mil casos de hepatites virais foram confirmados no Brasil entre 2000 e 2024, segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde.


No período, foram registrados 826.292 diagnósticos e quase 50 mil mortes diretamente relacionadas às doenças, que continuam entre os principais desafios da saúde pública por evoluírem, na maioria das vezes, de forma silenciosa.


A hepatite C respondeu por 41,5% dos casos confirmados, seguida pela hepatite B (36,6%), hepatite A (21,2%), hepatite D (0,6%) e hepatite E (0,1%). Entre os óbitos, a hepatite C também lidera com ampla vantagem, sendo responsável por 75,3% das mortes, enquanto a hepatite B responde por 22%.


Os dados reforçam o compromisso assumido pelo Brasil junto à Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030. A meta prevê reduzir em 90% a incidência das hepatites B e C e diminuir em 65% a mortalidade causada por essas doenças.


Goiás reduz casos, mas diagnóstico ainda preocupa


Em Goiás, os números apontam uma redução nas notificações em 2026. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) mostram que, entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 249 casos e 10 mortes, contra 414 casos e 16 óbitos no mesmo período de 2025, queda de aproximadamente 40% no número de casos.


Ao longo de todo o ano passado, o estado contabilizou 981 casos confirmados e 42 mortes por hepatites virais.


Apesar da redução, o infectologista Marcelo Daher afirma que o principal desafio continua sendo identificar quem está infectado antes do surgimento das complicações.


Segundo o especialista, a diminuição das notificações não significa, necessariamente, que menos pessoas estejam infectadas.


Para ele, a meta estabelecida pela OMS só será alcançada com três estratégias principais: vacinação, ampliação da testagem e tratamento dos pacientes diagnosticados.


Especialistas defendem ampliação da testagem


Os dois infectologistas são unânimes ao afirmar que o diagnóstico precoce é a principal ferramenta para reduzir as complicações.


“Toda consulta é uma oportunidade para oferecer a sorologia. É por meio do exame que conseguimos fazer o diagnóstico antes do aparecimento das complicações”, afirma Renata Bernardes.


Marcelo Daher defende que os testes façam parte da rotina da população.

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