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Caso Naskar: advogada suspeita de fraude milionária em Goiás é solta pela Justiça

há 1 hora
2 min de leitura

Jessika é companheira de Douglas Azara, de 26, dono da fintech Naskar. Ambos teriam causado prejuízo de cerca de R$ 75 milhões





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A defesa de Jessika Lorrane Bastos de Castro informou nesta sexta-feira (11) que a advogada, de 35 anos, conseguiu autorização do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (MG) para deixar a prisão. Jessika é investigada por suspeita de participar de um suposto esquema de fraude por meio de invasão de sistemas da Zema Financeira em Goiás, Minas Gerais e São Paulo. A empresa é ligada à família do ex-governador e candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo).


Os advogados Augusto Corrêa de Sousa e Thomaz Ricardo Rangel disseram em nota que a soltura foi determinada após questionamentos sobre a legalidade da prisão preventiva. A liberdade foi concedida em caráter liminar, por meio de habeas corpus, com o reconhecimento, em princípio, de ilegalidade na origem do decreto prisional. A decisão também determinou a retirada da tornozeleira eletrônica.


“O habeas corpus concentrou-se em uma questão processual: a ausência de pedido do Ministério Público ou de representação da autoridade policial para a decretação da prisão preventiva. A defesa sustentou que a medida foi decretada de ofício, sem provocação válida das autoridades responsáveis pela investigação. Com isso, o Tribunal passou a analisar não o mérito das acusações, mas a legalidade do ato que determinou a prisão”, explicaram os advogados.


Jessika é a única investigada entre os presos na operação que teve sua situação cautelar modificada e está em liberdade, enquanto os demais permanecem privados de liberdade. Ela é companheira do empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, proprietário da fintech Naskar, alvo de mandado de prisão preventiva pela Justiça paulista.


Douglas deixou o país antes do cumprimento da ordem judicial e viajou para Dubai, nos Emirados Árabes, e continua foragido. O desvio estimado é de R$ 60 milhões, mas os 3 mil clientes da Naskar teriam perdido quase R$ 1 bilhão em investimentos.


As investigações indicam que ambos compõem suposto esquema que envolvia a captação de recursos de investidores por meio da Naskar Gestão de Ativos, que prometia rendimentos considerados acima dos praticados no mercado. A empresa teria usado os valores recebidos dos clientes em uma operação que passou a apresentar problemas financeiros, com interrupção dos pagamentos e dificuldade de devolução dos recursos aplicados.

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