Casal de idosos e mais cinco pessoas são presas suspeitas de dar golpe com empréstimos milionários, em Goiás
- pereiraalves4
- 1 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária, 12 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens. Ações foram realizadas em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis.
G1-Goiás

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (30), uma operação que prendeu um casal de idosos e mais cinco suspeitos de dar golpes com empréstimos milionários, em Goiás. A ação policial realizou o sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 4 milhões.
A chamada Operação Jano identificou que os idosos iam até agências bancárias solicitar empréstimos dando como garantia uma fazenda na divisa com Mato Grosso, que não pertencia a eles. De acordo com a PC, o grupo usava documentos falsos para conseguir os empréstimos.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
Em um dos casos, o empréstimo era de cerca de R$ 4 milhões. No entanto, a polícia investiga golpes de até R$ 6 milhões golpes financeiros. O casal é considerado peça-chave na aplicação dos golpes por conquistar a confiança de bancários.
“O banco, infelizmente, por uma fragilidade, não verificou os documentos de forma correta. Eles [o grupo criminoso] perceberam isso, fizeram [o empréstimo] numa agência e é do nosso conhecimento que, no mesmo banco, foram em outra agência e conseguiram um empréstimo de R$ 6 milhões. E teve outro caso, em outra agência, que também obtiveram um empréstimo milionário", disse o delegado Maytan Santana.
A operação cumpriu sete mandados de prisão temporária, 12 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis.
Membros tinham funções definidas
De acordo com a Polícia Civil, os membros da organização tinham tarefas definidas e especializadas. Havia pessoas responsáveis por falsificar documentos e outras encarregadas de financiar até mesmo o aluguel de um carro usado pelos golpistas, informou a PC.
A polícia apontou que o grupo também abria contas jurídicas em agências bancárias e movimentavam as contas por alguns meses de forma a parecer que eram ligadas a empresas lucrativas.
O grupo também contava com pessoas responsáveis por fazer a parte contábil da organização e garantir a aparência das empresas de fachada.
A polícia estima que o esquema criminoso levou cerca de seis meses para ser bem-sucedido.
A investigação foi realizada pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), que faz parte da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC).






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