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Canetas emagrecedoras serão oferecidas pelo SUS; veja o que já se sabe

há 12 horas
2 min de leitura

Medicamentos serão destinados a pacientes com obesidade, mas critérios de acesso e data de início ainda dependem da definição de um protocolo clínico




O Hoje





Os medicamentos popularmente chamados de canetas emagrecedoras serão oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes com obesidade. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (18).


A oferta envolverá medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1. Ainda não há, porém, uma data divulgada para o início da distribuição. Também não foram apresentados os critérios que definirão quais pacientes poderão receber o tratamento.


Segundo o Ministério da Saúde, a oferta será orientada por estudos e pela elaboração de um protocolo clínico. Esse documento deverá estabelecer as regras para o uso dos medicamentos e para o acompanhamento dos pacientes.


Estudo acompanha 250 pacientes


Um dos trabalhos utilizados para avaliar o tratamento está sendo realizado no Grupo Hospitalar Conceição, instituição da rede pública localizada em Porto Alegre. Desde junho, pacientes selecionados utilizam a semaglutida, um dos princípios ativos encontrados nas chamadas canetas emagrecedoras.


De acordo com o Ministério da Saúde, os primeiros resultados observados no grupo foram considerados positivos. Ao todo, o estudo acompanhará 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou obesidade associada a outras doenças.


O acompanhamento é feito por médicos especialistas da unidade. Além de observar os efeitos do medicamento, a pesquisa busca reunir informações que possam contribuir para a criação das diretrizes clínicas e para a segurança dos participantes.


Entre os grupos analisados estão pacientes que aguardam uma cirurgia bariátrica. Nesse caso, os pesquisadores querem entender se a medicação consegue controlar a obesidade a ponto de tornar o procedimento cirúrgico desnecessário.


O estudo também analisa possíveis efeitos do tratamento na redução de problemas cardíacos e da reincidência do câncer de mama.



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