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Caio Bonfim e Maria Clara Pacheco levam troféu de "Melhor Atleta do Ano" no Prêmio Brasil Olímpico

12 de dez. de 2025
3 min de leitura

Representante da Marcha Atlética repete o feito de 2024 e fatura principal categoria. No feminino, número 1 do taekwondo mundial vence premiação pela primeira vez






GE





O Prêmio Brasil Olímpico (PBO) coroou Caio Bonfim, da marcha atlética, e Maria Clara Pacheco, do taekwondo, com o troféu de "Melhor Atleta do Ano", nesta quinta-feira (11), na Cidade das Artes, localizada na Barra da Tijuca, bairro da Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.


Eleito o melhor atleta do ano em 2024, Caio Bonfim repetiu o feito ao superar Henrique Marques (taekwondo), Hugo Calderano (tênis de mesa) e o surfista Yago Dora. O brasiliense - medalhista de prata nos Jogos de Paris - conquistou o ouro nos 20km e a prata nos 35km do Mundial de Atletismo 2025, em Tóquio, no Japão.


- Ano passado, quando eu ganhei, achei que seria o único. Esse ano foi muito especial, ano de muita gratidão, de muitas pessoas envolvidas. Meu pai viu aquele garotinho em casa com muita energia e me inscreveu em uma prova da marcha aos dez anos. (...) Meu esporte é individual, mas o atletismo é o esporte individual mais coletivo que tem.


Maria Clara Pacheco, que também recebeu o troféu presencialmente, não subiu ao pódio em Paris 2024, entretanto, ganhou os holofotes este ano ao se tornar campeã mundial de taekwondo na categoria até 57kg. Número 1 do ranking mundial e olímpico de sua divisão, ela ainda faturou o ouro no Grand Prix de Muju, na Coreia do Sul.


- Estou bem nervosa, me desculpem qualquer coisa (risos). É uma honra estar aqui recebendo esse prêmio, trazer o taekwondo para esse palco é motivo de muito orgulho. O taekwondo brasileiro vem se provando como potência mundial. Tivemos resultados incríveis esse ano e fazer parte disso é uma honra para mim. Quero agradecer meu pai e a minha mãe. Foi um ano muito difícil para eles. Minha mãe enfrentou algumas dificuldades de saúde. A primeira competição internacional importante do ano foi o GP de Charlotte.


- E antes de eu ir ela ficou internada em estado muito grave. Ou eu ficava com ela lá e perdia a competição ou viajava e dava o meu melhor. (...) Passei a madrugada no hospital, de manhã cedo ia treinar e repeti esse ciclo por vários dias. Antes de viajar, eu a abracei e falei: "O que você quer de presente". Ela falou: "Clara, eu só quero a medalha de ouro". Com os resultados dos últimos anos, eu não acreditava. E aconteceu. Virou uma tradição para o resto do ano. De dez competições conquistei nove medalhas de ouro e dedico isso para ela e para o meu treinador.


Maria Clara Pacheco, que desponta como um nome forte do Brasil para Los Angeles 2028, desbancou Gabi Guimarães (vôlei), Rayssa Leal (skate) e Rebeca Lima (boxe) para se tornar a "Melhor Atleta do Ano".


Os maiores vencedores do "Melhor do Ano" são Isaquias Queiroz, da canoagem, que ganhou em 2015, 2016, 2018 e 2021, a ginasta Rebeca Andrade, que reinou em 2021, 2022, 2023 e 2024, e o ex-nadador Cesar Cielo (2008, 2009 e 2011).


Os veteranos também tiveram vez na cerimônia. Dono de cinco medalhas olímpicas, Robert Scheidt, ícone da Vela, foi aplaudido de pé pelo público. Ele recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, dado a atletas e ex-atletas que com uma carreira notória e de destaque em valores como ética, eficiência técnica e física, esportividade, respeito ao próximo e companheirismo.


- Esse prêmio é a maior honraria do esporte olímpico brasileiro, uma homenagem especial, que celebra uma carreira. Eu tive a chance de conhecer o Adhemar Ferreira da Silva, em 1996, partindo para minha primeira participação olímpica. O COB promoveu o encontro com os atletas, e ele fez um discurso simples e direto. Falou da importância de termos honra pela nossa bandeira, de representar o país com coragem, não pensar no resultado final, fazer o nosso melhor. A medalha seria consequência disso. São palavras simples que tocaram muito - declarou o velejador, que possui duas medalhas olímpicas de ouro, duas de prata e uma de bronze.


 
 
 

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