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Brasil x EUA: um duelo mental na final da Copa Ouro feminina

Seleção feminina encara teste forte diante das americanas na busca pelo título da competição neste domingo




GE

Brasil decide a Copa Ouro diante dos Estados Unidos — Foto: Leandro Lopes/CBF



O que está em foco na decisão entre Estados Unidos e Brasil na Copa Ouro? Para a Seleção, claro, o resultado, mas, além disso, o maior desafio quando se enfrenta as americanas. Temos um sistema colaborativo, que vem dando certo, esquema de jogo eficiente até aqui em que todas contribuem. Tanto que dos 15 gols assinalados pelo Brasil na competição, 11 foram por diferentes jogadoras. Agora, vem um teste diferente: o emocional. Um decisão diante de uma rival que tem em sua parte mental um dos seus pontos mais fortes. Um exemplo que vem da própria semifinal.


A seleção americana abriu vencendo o Canadá, levou o empate por duas vezes e garantiu a classificação na disputa por pênaltis. Mas o histórico não é de apenas um jogo. A equipe dos EUA é sabidamente dominante nesse aspecto. Tanto que quando Pia Sundhage comandava o Brasil citava esse ponto das americanas a se espelhar - ela que viu de perto por ter sido duas vezes campeã olímpica com os EUA.


Além da parte tática e técnica, o técnico Arthur Elias vem trabalhando também o lado emocional do seu grupo - em conversas e também pontuando isso nas coletivas desde que assumiu. A palavra confiança é falada sempre e também repetida da mesma forma pelas atletas em suas entrevistas. O treinador ressalta que cada jogadora acreditar no seu jogo é um passo também para que o sistema dê certo. E foi isso que se viu até aqui principalmente na competição nos EUA.


Há exemplos fortes de evolução principalmente pela aplicação dessa nova palavra no vocabulário da seleção brasileira. Yasmim assumiu a lateral esquerda e vem sendo indiscutível na escalação - uma mudança para as outras convocações antes da Copa do Mundo.


A qualidade técnica é evidente, mas faltava o que Arthur deu: a tranquilidade para desempenhar seu papel. Claro que conhecer a forma de trabalhar do técnico também ajuda. A palavra voltou ao desempenho da craque Rafaelle, colocada por Arthur como uma das três melhores zagueiras do mundo. Assim como Antonia, que vem conduzindo o futebol da equipe, além de Duda Santos.


Ao mesmo tempo que estimula a crença das atletas, Arthur Elias também não guarda lugar cativo. Esse é outro ponto importante. Quem estiver melhor vai ganhar uma oportunidade. E cada uma sabe que é por mérito. No torneio, apenas a goleira Amanda não entrou em campo. As outras todas tiveram o espaço para apresentar seu futebol.


Talento, tática e mental formam um time que leva aos objetivos mais altos. Em fase de experimentações na reta final aos Jogos Olímpicos de Paris, o técnico Arthur Elias poderá avaliar mais elemento da sua "check list". O Brasil encara os Estados Unidos neste domingo, às 21h15 (de Brasília), no Snapdragon Stadium, em San Diego.


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