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Bortoleto brilha na Áustria e abre nova fase na F1

Jornalista Rodrigo França avalia como primeiros pontos do brasileiro dão novo status ao piloto dentro da categoria e comenta a briga pelo título de 2025





GE




O excelente desempenho de Gabriel Bortoleto no GP da Áustria de F1 abre uma nova fase para o brasileiro na categoria. Além dos quatro pontos no campeonato por conta do oitavo lugar na prova deste domingo, o brasileiro ganha um novo status no paddock e em especial com a sua equipe, Sauber, que se tornará Audi em 2026.


A rápida adaptação e velocidade pura deste jovem talento já era conhecida desde as categorias de base – afinal, ser campeão da F3 e da F2 em seu ano de estreia o coloca na mesma prateleira de pilotos como George Russell, Oscar Piastri e Charles Leclerc, todos pilotos vencedores na F1.


Bortoleto confirmou que é um piloto muito rápido ao já se classificar na frente de seu experiente companheiro de equipe, Nico Hulkenberg, no GP da Austrália. Em seus primeiros dez GPs, ele manteve esta ótima impressão, sempre próximo ou à frente do alemão na classificação. Mas ainda faltava converter este ótimo desempenho em treinos em uma corrida consistente, marcando pontos para a Sauber.


Pensando que esta equipe foi a última colocada no Mundial de Construtores em 2024, a missão seria difícil. Mas com os upgrades trazidos nas corridas de Barcelona e Montreal, a Sauber conseguiu se posicionar mais perto dos pontos.


Tanto que, nestas duas provas, Hulkenberg terminou entre os dez – subindo para 20 pontos na classificação. Seja por estratégias ruins ou mesmo falta de sorte na entrada de safety car em alguns GPs, o fato é que o brasileiro seguia sem marcar pontos e é claro que esta situação o incomodava.


Após os pontos na Áustria, Bortoleto inaugura uma nova fase em sua carreira na F1. Com este ótimo resultado “no bolso”, agora ele pode arriscar mais em todos os sentidos: em classificações, em estratégias de prova ou mesmo forçando mais uma ultrapassagem. Isso ficou claro na disputa com Fernando Alonso, onde ele estava bem mais rápido, mas preferiu ser conservador e não arriscar a perda do oitavo lugar.


O bom funcionamento dos upgrades numa pista como a Áustria deixa Bortoleto otimista pra a sequência das próximas provas na Europa, em circuitos como Silverstone, Spa, Zandvoort, Monza etc. Assim, Bortoleto pode mostrar sua força também em ritmo de prova e consolidar seu nome como jovem promessa da F1 e principal aposta da equipe Audi a partir de 2026 para brigar por pódios e até vitórias no futuro.


Já na briga pelo Mundial, o GP da Áustria deixou a briga pelo título praticamente fechada em um duelo interno na McLaren. A reação da Mercedes no Canadá poderia colocar Russell como um elemento surpresa nesta briga, mas o que se viu foi o time sofrendo em uma corrida disputada com temperaturas mais altas, ponto onde justamente a McLaren se destaca.


No caso de Verstappen, o ótimo retrospecto do holandês na pista austríaca também era um fator importante para o deixar na briga pelo título, mas o piloto da RBR acabou sendo “atropelado” após uma manobra precipitada de Kimi Antonelli ainda na primeira volta.


Com isso, Norris e Piastri vão seguir brigando ponto a ponto por este título mundial. Se Piastri parecia mais forte nas últimas corridas, Norris mostrou mais uma vez poder de reação na Áustria. Foi assim em Mônaco, foi assim no RB Ring, onde foi a vez do australiano de se precipitar e quase provocar um toque das duas McLarens. Ficou claro que, depois daquela tentativa, o próprio Piastri preferiu segurar a onda e manter o segundo lugar, que o deixa na liderança do campeonato.

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