Bastidores: crise leva elenco do Corinthians a blindar vestiário e ampliar distância de Stabile
Grupo quer menos circulação no local em dias de jogo, apenas com funcionários ligados à partida; desgaste com o presidente, cobranças de Garro e má fase de Memphis aumentam a tensão no CT
GE

O elenco do Corinthians quer blindar o vestiário em dias de jogos, especialmente os disputados na Neo Química Arena, em meio à crise e à pressão por resultados, que têm deixado o clima tenso nas últimas semanas.
Os jogadores pediram que o vestiário seja frequentado apenas pelos funcionários diretamente ligados à partida. Há quem tenha visto isso como um recado para restringir a presença, também, do presidente Osmar Stabile. Ele diminuiu a ida aos vestiários nos últimos jogos.
O objetivo da restrição maior é blindar o grupo, preservar o ambiente interno e evitar vazamentos de informações dos bastidores, além de limitar a presença de dirigentes e pessoas sem função direta na rotina da equipe.
Stabile enfrenta forte resistência no CT Joaquim Grava. Falta de convivência e diálogo, promessas não cumpridas sobre a regularização de pagamentos atrasados e piadas consideradas fora de hora estão entre os principais pontos de atrito entre jogadores e o presidente, segundo relatos ouvidos pelo ge.
O desgaste aumentou com a condução da saída de Fernando Diniz, já que parte do elenco era contrária à demissão do treinador. Tanto que o zagueiro Gabriel Paulista usou as redes sociais para defender que os integrantes da comissão técnica eram "os menos culpados" pela sequência negativa.
Os jogadores também demonstram incômodo com a presença do vice-presidente Armando Mendonça, especialmente durante as viagens do Corinthians. O dirigente é réu no processo que apura irregularidades envolvendo a gestão de materiais esportivos da Nike.


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