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Base lidera disputa entre quatro forças e deve sair fortalecida após janela partidária

  • há 21 horas
  • 4 min de leitura

O cenário geral aponta para a consolidação da base liderada por Caiado e Daniel Vilela como a principal força política em Goiás. Em contrapartida, o PL surge como o grupo mais prejudicado pela janela partidária, enquanto PSDB e PT tentam se reorganizar



Jornal Opção




A política de Goiás está estruturada atualmente em quatro principais forças: o grupo governista, liderado por partidos como o MDB – do governador e pré-candidato ao governo, Daniel Vilela; a federação União/PP; o PSD, de Ronaldo Caiado, ex-governador e pré-candidato à Presidência da República; e a federação PRD/Solidariedade. Além desse bloco, há o PSDB, comandado pelo ex-governador e pré-candidato Marconi Perillo; o PL, liderado pelo senador Wilder Morais, também pré-candidato ao governo; e o PT, presidido pela deputada federal Adriana Accorsi.


Faltando sete meses para as Eleições Gerais de 2026, teve início, dia 5 de março, a janela partidária, período em que deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de partido sem perder o mandato. O prazo encerrou na sexta-feira, 3, quando as mudanças passam a implicar perda de mandato. A regra vale apenas para cargos proporcionais, não se aplicando a funções majoritárias como governador, senador e presidente.


A possibilidade de troca sem punição foi criada após o Tribunal Superior Eleitoral instituir, em 2007, o princípio da fidelidade partidária, posteriormente incorporado à legislação federal. Para vereadores e suplentes, a mudança só ocorre sem risco mediante autorização formal da legenda.


Base governista amplia hegemonia no estado


A base aliada do governo de Goiás, liderada por Ronaldo Caiado, demonstrou força política com o apoio de mais de 200 prefeitos durante o lançamento da pré-candidatura de Daniel Vilela ao governo, realizado dia 14 março, na cidade de Jaraguá, alcançando 223 municípios.


A base política de Caiado atingiu um nível inédito de capilaridade, reunindo cerca de 90% dos prefeitos do estado. O movimento resulta da adesão de lideranças locais, inclusive de partidos de oposição, evidenciando uma convergência em torno do Palácio das Esmeraldas e o enfraquecimento de adversários.


As movimentações desde a reeleição de Caiado, em 2022, reforçam a força do grupo para 2026.


Perdas sucessivas atingem o PL


Apesar de o PL ser hoje uma das maiores siglas do país em número de parlamentares no Congresso Nacional, o partido enfrenta perdas expressivas em Goiás.


Dos 26 prefeitos eleitos pelo PL em 2024, 14 já migraram para a base de Caiado e Daniel Vilela, enquanto outros dois estão em tratativas avançadas. Pelo menos três prefeitos já decidiram se filiar ao MDB.


Na Câmara Federal, o partido também perdeu espaço. Deputados como Daniel Agrobom migraram para o PSD, enquanto Professor Alcides se filiou ao PSDB. Atualmente, o PL conta com apenas dois dos quatro deputados eleitos em 2022, podendo perder mais um, caso Magda Mofatto confirme saída para o PSD.


MDB cresce e atrai lideranças


O MDB, liderado por Daniel Vilela, tem ampliado sua base com a filiação de nomes importantes e a migração de prefeitos.


Entre os destaques estão o deputado federal Zacharias Calil, que se filiou ao partido com o objetivo de disputar o Senado, e a deputada Flávia Morais, que deixou o PDT. Também retornou à sigla o experiente deputado estadual e decano Paulo Cezar Martins.


Prefeitos que deixaram o PL e migraram diretamente para a base do MDB incluem Tiago Japiassú (Pilar de Goiás), Rodrigo Fonseca (Ouro Verde de Goiás) e Jerônymo Siqueira (São Miguel do Araguaia).


Além disso, há gestores que permanecem no PL, mas já declararam apoio político a Daniel Vilela, como Márcio Corrêa (Anápolis), Carlinhos do Mangão (Novo Gama), Dr. Luis Otávio (Cristalina) e Simone Ribeiro (Formosa).


PSD se fortalece com Caiado


A filiação de Ronaldo Caiado ao PSD marca um dos movimentos mais relevantes do período. Articulada pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, a mudança posiciona Caiado como nome da centro-direita para a disputa presidencial.


O PSD reúne novas filiações como José Mário Schreiner, Luiz do Carmo, Fátima Gavioli e Pedro Sales, além de ter recebido o deputado federal Daniel Agrobom.


Há ainda expectativa de novas filiações, como a possível ida de Magda Mofatto para a sigla.


PSDB aposta na reconstrução


O PSDB, sob liderança de Marconi Perillo, busca se fortalecer com novas filiações, incluindo o deputado estadual Clécio Alves, os deputados federais Jeferson Rodrigues e Professor Alcides. Vilmar Mariano, ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, faz parte dos novos filiados.


Ainda se juntaram à legenda nomes como Felipe Cecílio, Gugu Nader, Flávia Teles, Hélio de Sousa, Ernesto Roller e Walter Vosgrau.


Vale destacar que a sigla perdeu a vereadora Aava Santiago que migrou para o PSB.

Uma fonte ligada ao próprio partido afirma que Marconi está sem alternativas de nomes fortes e, por isso, está buscando aqueles que sobraram da base de Caiado. A fonte completa, enfatizando que, enquanto mais de 200 prefeitos apoiam Daniel, Marconi conta com o apoio de vários ex-prefeitos.


Apesar das movimentações, o partido ainda trabalha para recuperar protagonismo no estado.


PL tenta reagir com novas filiações


Mesmo com perdas, o PL tenta reagir. A principal filiação foi a de Ana Paula Rezende, filha de Iris Rezende, cotada para compor como vice na chapa de Wilder Morais.


O partido também recebeu Maria Yvelônia e mantém apoio de prefeitos da sigla como Desterro Santos (Britânia), Garibaldo Neto (Buriti Alegre), Chico Vaca (Corumbá de Goiás) e outros.


Ainda assim, enfrenta dificuldades diante da saída de lideranças e da migração de prefeitos.


PT enfrenta incertezas


O PT, segundo lideranças internas como Luis Cesar Bueno, um dos fundadores do partido em Goiás, pode estar perdendo filiados durante a janela partidária. “Ainda não há definição clara sobre o impacto das movimentações, mas a tendência é de enfraquecimento no estado”, disse.




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