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Avanço dos casos de sarampo no Brasil preocupa autoridades goianas

  • há 2 minutos
  • 2 min de leitura

Goiás não registra casos confirmados da doença em 2026, mas já investigou 21 suspeitas e mantém vacinação abaixo da meta de 95%



O Hoje





O avanço do sarampo no Brasil ocorre em meio a um cenário de aumento da doença nas Américas e coloca em alerta Estados que, como Goiás, ainda não registraram casos confirmados em 2026.


Dos 24 casos contabilizados no País neste ano, 23 estão em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Em Goiás, 21 casos suspeitos foram investigados até a semana epidemiológica 32, mas nenhum foi confirmado. Ao mesmo tempo, a cobertura da tríplice viral permanece abaixo da meta de 95% no Estado.


A combinação entre a circulação do vírus no País e a existência de pessoas sem o esquema vacinal completo mantém o risco de reintrodução da doença em Goiás. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) afirma que, embora não haja transmissão registrada no território goiano neste ano, o Estado mantém vigilância permanente e reforçou as orientações aos municípios.


O alerta ocorre durante a Campanha Nacional de Multivacinação 2026, iniciada em Goiás no dia 3 de agosto. A mobilização segue até 1º de setembro e terá o Dia D no próximo sábado (22), para atualizar a vacinação de crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias.


A cobertura vacinal é um dos principais pontos de atenção. Em Goiás, 86,28% do público-alvo recebeu a primeira dose da tríplice viral, enquanto somente 66,96% chegaram à segunda. Para o Ministério da Saúde, o percentual de 95% é a referência para garantir uma cobertura capaz de reduzir a circulação do vírus.


A SES-GO aponta como preocupação justamente os grupos com vacinação incompleta ou sem registro, “especialmente crianças, adolescentes e jovens adultos que não receberam todas as doses recomendadas”.


Capital também monitora cenário


Em Goiânia, a situação segue semelhante à estadual. A Capital não registra casos confirmados de sarampo em 2026, mas contabilizou sete notificações de casos suspeitos até a semana epidemiológica 32, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).


A cobertura da tríplice viral na cidade também está abaixo da meta. Na primeira dose, o índice passou de 84,66% em 2025 para 82,13% em 2026. Na segunda, houve aumento de 60% para 66,16%, mas o percentual continua distante dos 95% estabelecidos como referência.


Para a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, Bruna Morais, a estrutura de vigilância da Capital acompanha notificações e o cenário epidemiológico nacional e internacional para orientar os profissionais.


A equipe também permanece disponível para apoiar as unidades de saúde na investigação e coleta de exames. Em uma eventual confirmação, a orientação é manter o paciente isolado, identificar as pessoas que tiveram contato com o doente e acompanhar esses contatos durante o período de transmissão.


“O sarampo, está avisando que está chegando, ele já entrou no nosso País. A nossa preocupação é que ele não atinge a nossa Capital”, afirmou. Para Morais,  “como o sarampo é uma doença que não tem tratamento, a melhor forma de se cuidar é por meio da prevenção, e a prevenção que a gente tem disponível hoje é a vacinação”.

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