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Atlético-MG x Botafogo: SAF do líder do Brasileiro tem pontos estruturais que inspiram o Galo

Globo Esporte


Há cerca de 10 dias, representantes de Atlético-MG e Botafogo se encontraram no Fórum SAF 2023, em um hotel de Belo Horizonte, para trocar figurinhas e falar dos processos da formação do clube-empresa. No sábado, irão se encontrar pelo Brasileiro, tendo o futuro de um interligado ao presente do outro.

O Botafogo criou a SAF no ano passado, e já colhe frutos da reorganização do clube. O Atlético ainda está no processo de troca de documentação e fechamento da operação para virar empresa, a ser controlada pelos atuais gestores. No fórum, o gerente de projetos do Fogão, Diego Mello (que trabalhou no Galo) traçou alguns detalhes da estruturação e metas da SAF do clube carioca.

Quando foi a vez de participar, o CEO do Atlético, Bruno Muzzi, chegou a citar um bate-papo informal com Mello nos bastidores do evento, indicando que os itens abordados por ele estavam bem próximo com a etapa atual da SAF do Galo. Veja, mais abaixo, as metas esportivas do projeto Botafogo, e também o processo de estruturação.

- Onde estamos, agora? Nós estamos, nesse momento, fazendo tudo que o Diego já mostrou aqui, conversamos um pouco ali fora. Estamos finalizando o acordo de investimentos do Atlético, que destrava o nosso processo ser submetido ao CADE, que avalia em 30 dias, mais 15 de trânsito de julgado. Se a gente assinar amanhã, por exemplo, estou com a transação apta para conclusão no fim de outubro - disse Bruno Muzzi.

Por enquanto, a situação não foi submetida ao CADE. Em agosto, foi criada a Galo Holding, empresa que irá deter 75,3% das ações da SAF do Atlético em troca de R$ 600 milhões de aporte, conversão da dívida dos 4 R's (R$ 300 milhões), e transferência de 100% da dívida da associação (R$ 1,5 bilhão). Nos ativos do futebol que irão pertencer ao clube-empresa, estão a Arena MRV e a Cidade do Galo.

A Galo Holding é formada por quatro "veículos": Rubens e Rafael Menin (principais acionistas), o outro administrado por Ricardo Guimarães, e outros dois fundos de investimento, um ligado ao banqueiro Daniel Vorcado, e outro que irá receber a participação de torcedores (FIGA), cuja a cota mínima de participação é de R$ 1 milhão.

A Galo Holding já tem CNPJ cadastrado. E, no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), há outros dois fundos de investimentos em fase pré-operacional, com nomes ligados à SAF do Atlético.

São eles: Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégicas, inscrito no CNPJ 51.856.050/0001-06 administrado pela Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, e constituído em 17 de agosto. E o Fundo de Investimento em Participações Multiestratégicas FIGA, administrado pelo BTG Pactual, sob o CNPJ 51.416.885/0001-45, criado em 13 de julho.

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