Atas do Imas revelam demora em exames de urgência, impasse com hospital pediátrico e bloqueio de 2 mil usuários
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Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (IMAS), em Goiânia Foto: Prefeitura de Goiânia
Problemas na liberação de exames de urgência, um impasse que mantém suspenso há mais de um ano o atendimento pediátrico no Hospital Infantil de Campinas, denúncias de recusa de atendimento obstétrico por hospitais credenciados e o bloqueio de cerca de 2 mil beneficiários da Comurg. Esses foram alguns dos temas que dominaram as reuniões do Conselho de Assistência à Saúde (Conas) do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas) durante o mês de março deste ano.
Um dos assuntos que mais ocupou as reuniões do conselho foi a ausência de atendimento pediátrico no Hospital Infantil de Campinas. Nas atas dos dias 9, 12 e 16 de março deste ano, os conselheiros registraram preocupação com a interrupção dos serviços, que já dura mais de um ano e quatro meses.
Os documentos mostram que o hospital atribuiu a falta de contrato à existência de faturas pendentes referentes aos meses de agosto, setembro e dezembro de 2024. Diante do impasse, o Conas decidiu cobrar do hospital relatórios detalhados sobre os valores reivindicados e, do Imas, um levantamento contábil dos repasses efetuados, na tentativa de destravar as negociações.
A presidente do Imas, Gardene Fernandes Moreira, afirmou ao Mais Goiás que o instituto chegou a formalizar um contrato, mas que ele não foi assinado pela unidade hospitalar. “Nós assinamos o contrato, mas o hospital decidiu não assinar no último momento. Em 2024, foi publicado um edital com um contrato padrão para todos os prestadores. Eles queriam incluir novas cláusulas, mas isso não era possível”, explicou.
Segundo ela, o atendimento permanece suspenso porque o Imas não realiza mais assistências sem o contrato vigente.
A presidente também confirmou que existem três parcelas referentes a 2024 ainda pendentes de pagamento, mas explicou que todas as dívidas daquele período estão temporariamente suspensas por decreto municipal, enquanto passam por levantamento administrativo da prefeitura de Goiânia.


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