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Ataque cibernético atinge dados de 500 mil pacientes no Brasil e deixa Goiás em alerta

  • há 5 minutos
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Lei de 2026 ampliou prerrogativas de fiscalização da agência; especialista em Direito Médico explica limites da medida e como hospitais devem agir





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Um ataque cibernético que atingiu dados de 500 mil pacientes no Brasil ampliou o debate e deixou o estado de Goiás em alerta. Entre os dados estavam prontuários, diagnósticos, prescrições, exames, internações e procedimentos médicos. 


Dos registros informados como atingidos, 78.772 pertenciam a crianças e adolescentes e 47.921 a idosos. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) não informou quantos pacientes de Goiás estavam no conjunto, portanto o total de 500 mil não pode ser atribuído ao estado.  


A ANPD ganhou uma nova estrutura de fiscalização em 2026. A Lei 15.352, sancionada em fevereiro, transformou o órgão em autarquia de natureza especial submetida ao regime das agências reguladoras e criou a carreira de Regulação e Fiscalização de Proteção de Dados.


Entre as prerrogativas incorporadas aos novos especialistas está a possibilidade de interditar estabelecimentos, instalações ou equipamentos durante determinadas atividades fiscais.


A mudança ocorre enquanto o setor de saúde amplia o armazenamento e a circulação de informações digitais. Em julho, a própria ANPD abriu processo administrativo sancionador contra o Instituto Saúde e Cidadania (Isac), organização social que atua em Goiás e outros cinco estados, após o ataque cibernético atingir registros de aproximadamente 500 mil pacientes goianos.


O processo contra a entidade não resultou em interdição.

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