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Após quase oito anos desaparecido, homem é reencontrado pela família na rua em Iporá

Mais Goiás


Homem que desapareceu em 2018 é encontrado (Foto: Arquivo cedido ao Mais Goiás)


Após quase oito anos desaparecido, Claudio Bento Pinto, de 47 anos, foi localizado e reencontrou a família na noite de terça-feira (7), em Iporá. Ele foi encontrado durante uma abordagem social de rotina realizada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), enquanto mexia em uma lixeira na região central da cidade. Claudio apresentava sinais evidentes de vulnerabilidade social e psíquica.


Ao Mais Goiás, a diretora do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Iporá, Santiele Vieira, explicou que o trabalho de abordagem social no município ocorre diariamente, de segunda a sexta-feira. Uma abordadora social percorre o centro e os bairros com o objetivo de identificar pessoas em situação de rua ou extrema vulnerabilidade, realizando acolhimento, escuta qualificada e, quando necessário, a busca ativa por familiares.


Foi durante uma dessas ações que a abordadora Denilda encontrou Claudio. Segundo ela, ao perceber sinais de confusão mental e dificuldade de comunicação, passou a observá-lo com mais atenção. Claudio recolhia lixo pelas ruas da cidade e o levava para debaixo de uma ponte, onde havia improvisado um local para armazenar os materiais e permanecer.


Ao identificar a situação, a equipe do Creas realizou o encaminhamento imediato ao Caps, onde Claudio recebeu acolhimento, alimentação, banho e atendimento médico psiquiátrico. Durante o atendimento inicial, ele apresentou momentos de lucidez e conseguiu informar seu nome completo à enfermeira Mariana, mesmo sem portar documentos.


A profissional anotou a informação e realizou uma busca na internet, encontrando uma publicação antiga que noticiava o desaparecimento de Claudio há cerca de oito anos, na região de Jataí. A reportagem informava que ele estava desaparecido desde 24 de junho de 2018, quando foi visto caminhando às margens de uma rodovia com uma mochila. O texto também mencionava que ele possuía diagnóstico de esquizofrenia e já havia desaparecido outras vezes.


Durante a entrevista de acolhimento no Caps, Claudio apresentou falas desconexas, compatíveis com o quadro psiquiátrico. No entanto, ao ser apresentada à foto divulgada na reportagem de 2018, ele reagiu prontamente: “Esse aí sou eu”, afirmou.


Diante da confirmação, a equipe do Caps acionou a Polícia Civil de Iporá, que deu início aos procedimentos legais para confirmação da identidade e localização dos familiares. Claudio permaneceu sob os cuidados das equipes do Creas e do Caps até a chegada da família, por volta das 22h do mesmo dia.


Segundo Santiele Vieira, o reencontro foi marcado por forte comoção entre profissionais e familiares. “O extraordinário acontece em dias normais. Foi um extraordinário de Deus na vida do Claudio e para todas as equipes envolvidas”, afirmou.


A mãe de Claudio, que durante anos manteve buscas pelo paradeiro do filho, faleceu antes de conseguir reencontrá-lo.

 
 
 
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