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Após 6 meses de última paralisação, médicos avaliam nova greve em maternidade de Goiânia

  • há 1 hora
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Histórico de atrasos, interrupções de serviços e dívidas nas maternidades aumenta tensão antes de assembleia que pode confirmar greve






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Seis meses após a última paralisação que afetou os serviços nas maternidades públicas de Goiânia, médicos voltam a discutir a possibilidade de suspender novamente os atendimentos.


Profissionais da Maternidade Célia Câmara participam, nesta segunda-feira (23), às 19h, de uma assembleia convocada pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) para decidir se iniciam uma nova greve. Os motivos são atraso de pagamentos e condições de trabalho.


A direção da unidade confirmou que existe uma remuneração pendente referente ao corpo clínico, mas disse que a quitação está prevista para esta segunda-feira (23/2) e que os atendimentos seguem normalmente.


Já a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que os repasses para a Sociedade Beneficente São José (SBJ), que está entre as Organizações Sociais (OS) com contrato renovado por mais seis meses, foi feito dentro do prazo e que monitora a assistência prestada.


Crise desde 2025


A discussão ocorre em um cenário de instabilidade que se arrasta desde o ano passado. Em agosto de 2025, parte dos serviços das maternidades municipais foi suspensa após anestesiologistas interromperem atendimentos.


De acordo com a Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Goiás (Coopanest-GO), a decisão ocorreu porque a  Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc) não teria repassado mais de R$ 1,4 milhão devidos desde setembro de 2024.


Naquele período, a Maternidade Nascer Cidadão chegou a suspender cesarianas, partos e curetagens por falta de anestesistas. A fundação informou que a restrição foi controlada gradualmente, enquanto a prefeitura enviou equipes para reorganizar o fluxo de pacientes e redirecionar casos não urgentes para outras unidades, como a Maternidade Dona Íris.


Relatórios administrativos apontaram ainda que cirurgias eletivas, exames especializados e consultas em diversas áreas estavam comprometidos por cerca de um ano em algumas unidades, consequência de atrasos de repasses e dificuldades financeiras acumuladas.


O processo de reorganização da rede foi acompanhado por órgãos de fiscalização, entre eles o Ministério Público de Goiás e o Ministério Público do Trabalho de Goiás, que supervisionaram a transição de gestão e a regularização dos serviços.


Além das crises nas maternidades, outro fator pressiona a saúde em Goiânia: médicos credenciados à rede pública municipal já haviam paralisado atendimentos neste ano após questionarem mudanças contratuais que, segundo a categoria, reduziram honorários e ampliaram responsabilidades legais.

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