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Após reunião com Mabel, MDB sinaliza que pode ceder a bloco liderado por Bruno Peixoto

Acordo, ainda embrionário, busca fortalecer projeto de Daniel Vilela, ao Governo de Goiás, em 2026



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Reunião entre bancada do MDB e Sandro Mabel durou mais de duas horas e contou com presença de 8 vereadores com mandato (Foto: Domingos Ketelbey)





A reunião entre a bancada de vereadores do MDB, em Goiânia e o pré-candidato a prefeito, Sandro Mabel (União Brasil), nesta sexta-feira (3), terminou com insatisfações por parte de parlamentares que reivindicavam a posição de vice na chapa majoritária, mas o presidente da Federação da Indústria de Goiás (Fieg), destacou em entrevista coletiva após o encontro, que vai respeitar o acordo firmado com Bruno Peixoto (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego).


A  indicação da vice na chapa de Mabel têm sido motivo de disputa nos bastidores entre o MDB e o bloco liderado por Bruno Peixoto. Mesmo com algumas insatisfações quanto à condução do processo, vereadores sinalizam que não vão contestar a decisão tomada pela cúpula e pregam respeito às definições tomadas pelo vice-governador Daniel Vilela (MDB) e o governador Ronaldo Caiado (União Brasil).


Após a reunião, o presidente do MDB em Goiânia, Agenor Mariano, destacou a importância histórica do partido nos processos eleitorais, mas agiu com pragmatismo. “Nosso compromisso maior, enquanto partido, do nosso candidato da base aliada [Sandro Mabel] do governador Ronaldo Caiado. A gente manifesta nossos desejos, mas a palavra final é do vice-governador Daniel Vilela e do governador Ronaldo Caiado”, pontuou. 


Questionado, se haveria possibilidade de ceder agora, pensando em fortalecer a base de apoio à eleição de Daniel Vilela, em 2026, Agenor Mariano acenou positivamente. “Sim, há espaço porque o debate político não se encerra nunca. Esse é um propósito. Esse é um processo que nós que somos políticos aprendemos ao longo dos anos. Não vamos dizer que não almejamos a vice. Claro que almejamos e queremos ter a vice. Agora, no contexto geral, isso será possível? Vamos descobrir lá na frente”, pontuou.


Agenor reconheceu que há parlamentares insatisfeitos com o processo, mas não há “imposição” com relação à decisão por parte deles. “Hoje na reunião, os vereadores com muita legitimidade manifestaram o desejo de ver o partido participando da majoritária, mas isso não foi uma imposição. É um desejo. No fim das contas, o partido vai caminhar com o Sandro e com a aliança que se repete no governo de Goiás”.


Na semana passada, o bloco de Bruno Peixoto e Mabel acertaram os apoios e firmaram que o vice do pré-candidato seria indicado pelo grupo político composto por Avante, PRD, PSB e Agir. O problema é que a bancada de vereadores do MDB e lideranças emedebistas não gostaram da articulação e reivindicam a posição na chapa majoritária.


Oito vereadores em mandato e outros pré-candidatos à Câmara dos Vereadores de Goiânia participaram da reunião. Figuras históricas do MDB, como Paulo Ortegal, que hoje é assessor do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), também estiveram presentes. Todos pontuaram a importância do partido na chapa majoritária, mas também apontaram pragmatismo em relação aos diálogos. Nas últimas cinco eleições em Goiânia, o MDB foi vitorioso, seja como vice ou encabeçando a candidatura. Também é a maior bancada na Câmara.


Líder da bancada do MDB na Câmara, Kleybe Morais disse a jornalistas presentes após o evento que tratava-se de “insanidade” pensar numa eleição majoritária sem levar em conta o seu partido no processo. “Hoje, o MDB tem legitimidade, 11 vereadores, vice-governador, 2 deputados federais, elegeu 7 deputados estaduais e hoje tem 6 deputados estaduais”, pontuou.


“A bancada que o MDB tem hoje com o potencial de votação que tem a chapa de vereadores do MDB é quase insano o partido ficar fora da chapa majoritária”, frisou. Ele destaca que o partido até pode ceder a posição de vice para outro projeto: cita o PL, que confirmou pré-candidatura própria, ou o senador Vanderlan Cardoso (PSD). Ele indica, no entanto, que o bloco partidário de Bruno Peixoto (União Brasil) não tem a força política do MDB. 


“Podemos abrir para um projeto maior. Agora, como eu tô falando, os partidos que estamos vendo articulando para essa vice [em referência ao bloco], não menosprezando, mas se somar todos os votos que tem esses partidos, não dá a metade do que terá o MDB. O MDB tende a fazer o próximo presidente da Câmara”, pontuou.


Questionado se não vê possibilidade da discussão provocar rachaduras na base, Kleybe pacifica. ““Isso tá longe de acontecer. Não vislumbro e não vejo a possibilidade disso acontecer. Até porque o projeto maior do partido é eleger o governador Ronaldo Caiado. Queremos também que o Mabel seja eleito próximo prefeito de Goiânia”, pontuou.



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