‘Alta complexidade’: siamesas passarão por nova cirurgia para preparar separação em Goiânia
Maria Helena e Maria Eva são unidas pelo tórax e abdômen. Siamesas dividem o pericárdio e o fígado
Mais Goiás

As gêmeas siamesas Maria Helena e Maria Eva devem passar por um novo procedimento cirúrgico para expandir a pele da região abdominal. A intervenção vai acontecer no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, onde são acompanhadas desde julho. A cirurgia faz parte da segunda etapa de preparação para separação final das irmãs.
Segundo o cirurgião pediátrico responsável pelo procedimento, Zacharias Calil, o implante dos extensores leva, em média, de 1 a duas horas de operação. A data da cirurgia final de separação, no entanto, ainda depende da evolução clínica e da resposta dos tecidos das irmãs nos próximos meses.
“Todo procedimento cirúrgico tem risco e, nesses casos de alta complexidade, o risco é muito maior. Depende muito também do comportamento delas na anestesia e também o sangramento na separação do tórax, pois envolve o pericárdio que é único entre os dois corações e a divisão do fígado, que é um órgão que sangra muito e pode haver alterações anatômicas”, explica.
Unidas pelo tórax e abdômen, as crianças naturais de São Paulo representam um desafio à equipe de profissionais devido à complexidade da separação e, consequentemente, os riscos que o procedimento cirúrgico oferece. No entanto, as siamesas tem respondido se recuperado bem.
“Cirurgicamente é necessário ter os cuidados com algum sangramento, que pode formar coágulos e evoluir para infecção e rejeição. A recuperação é muito complicada, pois na separação existe uma verdadeira catástrofe do ponto de vista, devido ao interrompimento metabólico que era comum entre as duas”, afirma Calil.


.png)




Comentários