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Alego dá aval a empréstimo de meio bilhão de reais para aquisição de prédio do novo Hugo

20 de ago.
2 min de leitura

O financiamento será contratado no âmbito do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS Saúde), com garantia da União



Jornal Opção




Os deputados estaduais aprovaram, em segunda votação, nesta quarta-feira, 19, projeto de lei da Governadoria que autoriza o governo de Goiás a contratar uma operação de crédito de até R$ 500 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O montante tem como objetivo a aquisição do prédio onde vai funcionar o novo Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz, o Hugo.


O financiamento será contratado no âmbito do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS Saúde), com garantia da União. Os recursos serão destinados à compra do edifício hospitalar de alta complexidade da Oncoclínicas, localizado no Conjunto Fabiana em Goiânia, assim como à ampliação da infraestrutura da rede pública estadual de saúde.


Na justificativa encaminhada à Alego, o Executivo argumenta que o investimento é necessário para ampliar e qualificar a Rede Estadual de Atenção às Urgências e Emergências e aponta, ainda, limitações estruturais no atual prédio do Hugo, cuja capacidade física, segundo a proposta, não seria suficiente para atender à crescente demanda de pacientes de diferentes regiões do Estado.


O projeto também autoriza o Estado a vincular receitas estaduais como contragarantia à garantia da União. Os recursos obtidos deverão ser registrados como receita no orçamento estadual ou em créditos adicionais, enquanto as despesas com amortização e encargos do financiamento deverão ser previstas nos respectivos orçamentos.


Vale destacar, no entanto, que a aprovação do projeto não significa que o empréstimo será contratado imediatamente. Conforme o governo à Alego, a efetivação da operação dependerá do cumprimento das exigências fiscais, financeiras, orçamentárias e jurídicas, além do atendimento aos requisitos para a concessão da garantia da União e a aprovação do crédito.


A estrutura que será adquirida está localizada nas proximidades da Universidade Estadual de Goiás (UEG), tem mais de 60 mil metros quadrados e foi concebida pela iniciativa privada para ser um dos maiores centros de tratamento oncológico de Goiás e do Brasil.


As obras, iniciadas em 2024, foram interrompidas pouco tempo depois. A Oncoclínicas informou, na última semana, em seu balanço que o prejuízo da marca mais do que quadruplicou no segundo trimestre, batendo R$ 275 milhões.

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