Advogada presa após reclamar nas redes sociais de arquivamento de boletim de ocorrência nega que difamou delegado
- 18 de abr.
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Após o ocorrido, UNAA enviou um requerimento à Corregedoria da Polícia Civil para que o caso seja apurado. Advogada foi solta mediante o pagamento de R$ 10 mil como fiança.
G1-Goiás

Um mês antes de ser presa, em março, Áricka recolheu assinaturas de moradores pedindo um serviços de "tapa buraco" em Cocalzinho de Goiás. Após conseguir o número de assinaturas e levar à prefeitura, ela publicou o feito nas redes sociais e foi ofendida por um dos comentários que a chamou de "loira idiota" e disse que ela não "sabe de nada".
Devido à ofensa, a advogada registrou um boletim de ocorrência na delegacia. Mas, no dia 26 de março, conforme documento divulgado pela advogada, o delegado determinou o arquivamento provisório do registro, alegando que a medida estava sendo tomada até que houvesse um aumento do efetivo de policiais na delegacia.
Após não concordar com o arquivamento, a advogada pediu o desarquivamento do caso e postou os pedidos nas redes sociais, inclusive os despachos da polícia. As publicações fizeram o delegado ir ao escritório dela, para prendê-la por desacato.
Durante a condução e prisão da advogada, o delegado afirmou que ela desobedeceu a uma ordem dada por ele e precisou ser algemada.
"Depois ela, descontrolada, não queria obedecer à ordem. Também, desobediência. E aí teve que ser algemada. Então, é uma situação chata porque é moradora do município, mas a gente tem que cumprir a lei. Ninguém está acima da lei. Nem eu, nem ela", disse o delegado.
Áricka também destacou que o delegado deixou ela e membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) esperando enquanto ele jantava.
Ela afirmou que precisou esperar por cerca de seis horas até pagar a fiança e ser liberada. Áricka também declarou que o delegado dificultou a soltura dela, já que exigiu que o pagamento fosse feito em espécie.
"Exigiram que o pagamento fosse feito em espécie, o que dificultou a minha liberação porque 18h estava tudo fechado. Meu esposo teve que sair pegando dinheiro com a população, um pouquinho com cada pessoa. E quando fomos realizar o pagamento, o escrivão perguntou se seria via PIX", contou.


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