Mon, 26 de Oct de 2020

Impeachment do governador do Rio deve ser aprovado na quarta (23)

Deputados dizem que placar deve ser unânime, mas, apesar desse clima, governador afastado vai tentar fazer a própria defesa no plenário da Casa antes da votação

19/09/2020 11h00
Mais Goiás

A última tentativa do governador afastado Wilson Witzel para tentar evitar seu impeachment na Assembleia Legislativa do Rio, com uma defesa presencial no plenário da Casa antes da votação marcada para a próxima quarta-feira, não deve surtir efeito entre os parlamentares. A tendência na Casa é de uma repetição do quadro da votação na comissão especial do impeachment na última quinta-feira, quando os 24 deputados presentes aprovaram o relatório favorável ao afastamento.

Witzel anunciou pelo Twitter que vai participar da sessão. O ex-juiz poderá se manifestar após as falas dos deputados, antes da abertura do painel de votação. Em vídeo enviado para parlamentares na última terça-feira, Witzel já havia feito um apelo, afirmando que o parlamento estaria sendo “induzido ao erro”. “Dizem que eu recebi milhões de reais em corrupção, só que, até agora, o que encontraram são rendimentos declarados no meu imposto de renda. O governador Wilson Witzel precisa terminar o seu mandato”, afirmou.

Nos bastidores da Alerj, a única dúvida é sobre quantos deputados estarão presentes. Nenhum voto a favor do governador afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde o dia 28 de agosto está sendo esperado.

— Acho que o governador nem devia perder o tempo dele indo lá fazer discurso. A Casa está unida nessa questão — disse um deputado, que preferiu não ser identificado.

O provável afastamento pela Alerj deve selar o destino de Witzel, que ainda tenta reverter a decisão do STJ com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), apresentado no dia 14. A ação ainda não tem relator definido, e o ex-juiz precisa de uma decisão em tempo recorde para voltar ao cargo antes da votação.

Autor do pedido de impeachment e um dos deputados mais antigos da Alerj, Luiz Paulo (PSDB) acredita que o placar de dois terços, ou 47 votos pelo afastamento, será atingido com folga. Ele destaca que a aprovação unânime do relatório na comissão, que tinha um representante de cada partido, mostrou a tendência do plenário.

— O quadro é profundamente desfavorável ao governador. Antes de ser afastado, ele teria no máximo 12 votos, hoje nem isso — calcula.

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