Fri, 18 de Jun de 2021

Dívida em hospitais de Goiânia é de R$ 200 milhões

Para médicos dos 4 principais hospitais da capital, atrasos comprometem atendimento

15/05/2016 10h00
O Popular

Passa de R$ 200 milhões a dívida da Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Goiás com organizações sociais (OSs) que administram os quatro maiores hospitais públicos do Estado: Hospital Geral de Goiás Alberto Rassi (HGG), Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) e Hospital Materno-Infantil (HMI). As informações são do próprio Portal da Transparência no site da SES. Ao todo, 16 unidades de saúde de Goiás são administradas por OSs, modelo de gestão adotado em 2012.

Em fevereiro deste ano, O POPULAR mostrou que a dívida do Estado com as OSs que administram unidades de Saúde em 2015 chegava a R$ 103 milhões. O superintendente executivo SES, Halim Girade, diz que a dívida atual é decorrente da crise nacional, mas afirma que o governo tem tomado medidas para que não falte nada essencial aos hospitais.

Só neste ano, a secretaria deixou de repassar mais de R$ 55 milhões para os quatro hospitais e a falta de recurso tem sido apontada pela diretoria das unidades como a causa dos problemas que estas unidades vêm passando desde o fim do ano passado, quando, por exemplo, faltaram insumos no HGG, segundo relatou um médico que trabalha na unidade.

A falta de médicos teria também levado o HGG a fechar por três meses um turno do serviço de hemodiálise, relata outro médico do hospital. Não haveria recurso para substituir aqueles que saem de férias ou de licença. A dificuldade financeira ainda teria levado o instituto a perder 10 dos 40 leitos de UTI.

No HDT, a redução de leitos se deu na enfermaria pediátrica, de 19 para 11. O hospital, sob a gestão do Instituto Sócrates Guanaes (ISG), passou por uma reforma que é muito criticada pelos médicos. Eles afirmam que a obra foi só uma maquiagem e que os problemas permanecem. “Quando chove, o hospital alaga”, afirma um médico do HDT. Cerca de 25% dos enfermeiros teriam sido demitidos, comprometendo plantões .

Os profissionais afirmam que faltam medicamentos e insumos no HDT e que a qualidade dos produtos adquiridos pelo ISG é inferior. Já no caso do HMI, o último repasse recebido foi em janeiro e a SES deve R$ 12 milhões, o equivalente a dois meses de repasse. Conforme apurado, em razão dos atrasos faltam insumos e medicamentos na unidade.

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